Ahhh! o Café!

Essa bebida que move boa parte da nossa sociedade; ele é segunda bebida mais consumida no mundo perdendo apenas para a água.
Essa bebida é tão especial que até a sua historia é cheia de lendas e personagens.

Nós nos propusemos um desafio. Será que conseguimos criar algo surpreendente em cima da experiência apaixonante que é tomar um café recém coado? Bem, nós conseguimos.

Mas vamos por partes você conhece a história do café? Veja também com surge o café Mundo Novo, a assinatura do café brasileiro, e mais sobre agrofloresta no café do Campo Místico.

 

A História do Café

A História do Café

Acredita-se que o café seja originário do planalto da Etiópia, e a lenda diz que um pastor de cabras chamado Kaldi começou a observar que as cabras que se alimentavam de um determinado fruto eram mais agitadas e saltitantes. Então, ele resolveu contar sobre sua descoberta para um monge do monastério da sua região. 
O monge fez uma bebida com o fruto e notou que ele ficou acordado por longas horas depois das rezas noturnas; e, de boca em boca, a noticia foi se espalhando sobre as cerejas energizantes.

Até que no século XV na Região do Yemen iniciou-se a produção e comercialização do café.

No Século XVI o café já era muito consumido na Arábia, Pérsia, Síria, Egito e Turquia. Não somente dentro das residências como nas qahveh khaneh (Casas públicas de café). Casas essas que eram muito frequentadas e um importante ponto de convívio social.

Nestes Cafés as pessoas se informavam das noticias, ouviam musica, jogavam xadrez ou outros jogos, e acima de tudo conversavam muito, chegando, os cafés, a serem citados como "Escola dos Sábios".

As Escolas dos Sábios foram difundidas pelos milhares de viajantes que vinham a Meca e o café passou a ser conhecido como o vinho das arábias.

No século XVII o café já era popular também na Europa. Junto com a popularidade veio a controvérsia. Em 1615, em Veneza, o café foi considerado como uma bebida do Satanás, o debate foi tão grande que o Papa Clemente VIII resolveu experimentar a bebida; e conferiu a sanção papal ao elixir.

Na Europa as casas de café também se popularizaram muito rapidamente e na Inglaterra eram conhecidas com "penny universities" uma vez que eram um ponto convívio e aprendizado e uma xicara de café custava 1 penny

Mais ou menos nesta época também que as bebidas matinais foram sendo substituídas da cerveja ou vinho para o café. Afinal quem tomava o café no lugar da cerveja ou do vinho já iniciava o dia com mais energia e o trabalho rendia melhor.

Na época das grandes navegações os  governantes europeus, vendo a alta demanda por café, julgaram importante aumentar a produção, portanto enviaram mudas de café para todos os cantos do globo, assim que o café chegou em Nova Iorque, Sumatra e Java.

Mas não foi assim que o café chegou ao Brasil...

Em 1714 o prefeito de Amsterdam presenteou o rei Luis XIV da França com uma muda de café. O rei então plantou no Jardim Botânico Real em Paris. 

O Oficial da Marinha Gabriel de Clieu foi encarregado de levar um muda de café de Paris à Martinica. Essa viagem teve tudo para dar errado desde ataque pirata até sabotagem (poderia escrever um post inteiro só sobre essa viagem). Mas mesmo com todos os revezes a muda chegou em segurança a Martinica e se adaptou tão bem ao clima do caribe que desta muda se originou todos os cafezais da América Central, América do Sul e Caribe.

Da Martinica a produção se espalhou até a Guiana Francesa.

Em 1727 o sargento-mor português Francisco de Melo Palheta, que estava estacionado no Maranhão, foi ordenado à Caiena conversar com o Governador da Guiana Francesa para restabelecer as fronteiras determinadas pelo Tratado de Utrecht de 1713. Mas como Portugal ainda não possuía mudas de café ele tinha uma missão secundária de trazer mudas de café de volta ao Brasil.
Chegando em Caiena depois de alguns dias de negociação, ele obteve sucesso em estabelecer as fronteiras, porém o governador não quis doar as mudas de café. O sargento-mor percebeu que a esposa do governador o olhava com demasiada atenção, então ele à seduziu, e no seu último dia, ela o presenteou com um buque de flores e no meio do buque sementes de café suficientes para iniciar uma produção, pelo menos é o que reza a lenda.

Na volta da missão as sementes foram plantadas no Pará, de lá iniciou-se a produção no Maranhão, e só então as sementes foram levadas ao Rio de Janeiro (Capital do Brasil na época). Só chegaram ao Vale do Paraíba por volta de 1820.

 

Porque Alecrim

Por que Alecrim

De toda a Familia Lamiaceae (os mentolados) o Alecrim provavelmente é o mais mentolado de todas as plantas.

Os mentolados são uma família de plantas que nos intriga muito, pois além de serem refrescantes sem estar na geladeira, e de ser um sabor aceito quase que universalmente. Eles alteram a nossa percepção dos outros sabores.

Por exemplo, eles podem ressaltar a doçura do tomate, diminuir a percepção de gordura em um prato muito gorduroso, diminuir o a percepção do álcool em uma bebida alcoólica.

E o que o Alecrim faz no café?

Pois é o Alecrim também altera nossa percepção do café. Eles carrega um frescor que era de se esperar, mas também ele mascara a acidez do café. Quanto menos torrado o café mais perceptivo é o efeito e fica muito mais fácil perceber as notas frutadas de cada variedade de café.

 

A Experiência com Café

A Experiência

No começo do blog dissemos que conseguimos surpreender na experiência de um café recém coado, veja aqui como funciona:

Você vai precisar de

Passo a Passo

  1. Experimente o café perceba suas nuances e after-taste
  2. Coloque o Azeite de Alecrim em um pedaço (não muito grande) de pão
  3. Coloque o pão com azeite na boa, mas não engula
  4. Tome o café com o pão com azeite na boca
  5. Aprecie a transformação do café
  6. escreva nos comentários o que sentiu

 

Azeite Campo Místico (Café, Alecrim e Laranja)

O Azeite Campo Místico

Não contentes em fazer este experimento resolvemos misturar café, alecrim e laranja em no nosso Azeite Campo Místico. E não usamos qualquer café usamos a variedade Mundo Novo do Campo Místico (veja abaixo)

Esse é um azeite com um toque de cítrico que transformar em frescor e deixa no after-taste aquele gostinho do primeiro café da manhã.

Não deixe de experimentar!

 

Café Mundo Novo

A Variedade de Café Mundo Novo

O café é uma planta de flores hermafroditas. Ele não de depende da polinização por abelhas ou outros animais, é uma planta que se auto fecunda. Por isso é muito raro que haja o cruzamento natural entre variedades diferentes de café.

Mas mesmo assim em Urupês, SP (Antigamente chamada de Mundo Novo, SP). Os cafeicultores notaram o surgimento de uma planta, alta, vigorosa, que produzia furtos muito doces e de baixa acidez. Chamaram o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), que concluiu que essa era um cruzamento natural entre as variedade Bourbon Vermelho e Sumatra. Através do aprimoramento pela seleção de mudas, assim nasceu a variedade Mundo Novo (batizada pelo nome da cidade onde foi descoberta em 1952)

Esse sabor característico da Variedade Mundo Novo foi que conferiu ao Brasil o fama de melhor café do mundo. Entre Mundo Novo e Catuaí Vermelho está 80% da plantações brasileiras.

 Cafè Campo Místico

O Campo Místico

A Adriane e o Valmor, um casal muito simpático e falante, eram daquelas pessoas que não gostavam de café, para eles o café era quase como um remédio que precisavam tomar de manhã para iniciar a trabalhar.

Quando iam a Bueno Brandão (onde hoje é a plantação do Campo Místico) a cada visita que faziam sempre lhes eram servidos café, mas este café social tinha um sabor mais interessante que aquele remédio matinal. Aos poucos foram notando a diferença de um café (destes baratos da prateleira do mercado) para um café especial.

Em 2003 passaram, então, a estudar sobre o café e plantar pés de café na fazenda em Bueno Brandão. Mesmo plantando a variedade Mundo Novo, no começo o sabor do café ainda não trazia aquele calor no coração, com muito mais estudo, visitas a muitas feiras e outros produtores, fomentando um circulo de amizades e ajuda, aos poucos aquele sabor que acalanta o coração foi se tornando mais real.

Optaram por fazer a colheita manual e seletiva e a secar o café com a casca ao natural (no sol) em terreiro suspenso e cada vez mais aprimorar o café

Em 2017 os estudos os levaram as iniciar uma transformação na lavoura, estavam aprendendo sobre a agrofloresta. Esta técnica de heterogeneidade na lavoura, não só trazia uma sombra para quem realiza a colheita como também resulta em um solo mais rico e frutos maiores e mais doces. Ainda que a produção diminua um pouco, o resultado é um sabor muito mais aprimorado e um meio ambiente muito mais preservado.

 O Campo Místico foi um dos pioneiro no uso da agrofloresta para o plantio de café no Brasil e seu resultado pode ser sentido em um xícara de café ou em nosso Azeite Campo Místico

Site do Campo Místico